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Eu estou pensando em acabar com tudo
por Iain Reid
Você sentirá medo. Mas não saberá dizer porquê… Jake dirige o carro em direção à casa de seus pais, na fazenda. Ele leva consigo a sua nova namorada. Ela, apesar de gostar de Jake, acha muito cedo para conhecer sua família. Até porque existe o pensamento. O pensamento de acabar com tudo. Durante as horas de viagem entre a cidade e o interior, por estradas desertas cercadas por florestas e escuridão, as lembranças e as dúvidas lhes servirão como companhia. Mas há algo errado. Uma tensão que pode ser sentida no ar, nos movimentos e nas convicções. Talvez eles não se conheçam o suficiente. E talvez seja tarde demais para voltar.
Tudo é Rio
por Carla Madeira
Por este livro passa um rio. Em sua correnteza, a obsessão de três personagens que não sabem desistir. Com uma narrativa profundamente sensível, Carla Madeira nos convida para uma aventura corajosa pela natureza humana, em toda a sua complexidade. Carla aprendeu a contar histórias muito cedo. As influências vieram de todo lado. Do pai, herdou o gosto pela matemática, pela ciência, pela música. Com a mãe, aprendeu a alquimia dos alimentos, a poesia, as cores, as histórias rimadas. E aprendeu a cantar. “Eu me sinto equação-imprecisa-de-poesia-exata, ou qualquer outra combinação dessas palavras que se possa inventar.” Se formou em publicidade, jornalismo, relações públicas. Pós-graduou. Deu aulas. Abriu uma agência. Teve filhos. Plantou uma árvore e, agora, escreve seu primeiro livro.
Saboroso Cadáver
por Augustina Bazterrica
O que acontece quando a carne animal se torna letal e a humanidade decide que o canibalismo é a única saída? Nesta distopia visceral, um vírus devastador infecta todos os animais do planeta, tornando sua carne mortal para os seres humanos. Diante de uma crise global de desabastecimento, os governos legalizam o que chamam de "transição": a criação, o abate e o consumo de humanos para fins alimentícios. A palavra "humano" é proibida; agora eles são apenas "carne especial" ou "produto". O protagonista é Marcos Tejo, um homem devastado por perdas pessoais que trabalha como burocrata em um frigorífico de processamento dessa carne. Ele conhece a crueldade do sistema como ninguém e opera no piloto automático, até o dia em que ganha um presente inesperado: uma fêmea de "primeira qualidade" para seu consumo pessoal. Manter qualquer tipo de relação humana com o "produto" é um crime punido com a morte, mas o contato com ela começa a despertar em Marcos dilemas morais há muito tempo adormecidos.
Puro
por Nara Vidal
Até onde pode ir, no início dos anos 1930 em um vilarejo de Minas Gerais, a crueldade que perpassa gerações? Aqui, Nara Vidal explora, com a maturidade de quem está acostumada a tecer histórias em diversos gêneros, temas duros, sem ter medo de colocar no papel as ações e os pensamentos mais desafiadores de seus personagens. Se, em algum momento, acreditamos ter adivinhado o rumo que a história está tomando, rapidamente a autora nos apresenta mais elementos e descortina um universo que gostaríamos de acreditar que tem poucos paralelos com acontecimentos atuais.
A Biblioteca da Meia-Noite
por Matt Haig
Aos 35 anos, Nora Seed é uma mulher cheia de talentos e poucas conquistas. Arrependida das escolhas que fez no passado, ela vive se perguntando o que poderia ter acontecido caso tivesse vivido de maneira diferente. Após ser demitida e seu gato ser atropelado, Nora vê pouco sentido em sua existência e decide colocar um ponto final em tudo. Porém, quando se vê na Biblioteca da Meia-Noite, Nora ganha uma oportunidade única de viver todas as vidas que poderia ter vivido. Neste lugar entre a vida e a morte, e graças à ajuda de uma velha amiga, Nora pode, finalmente, se mudar para a Austrália, reatar relacionamentos antigos – ou começar outros –, ser uma estrela do rock, uma glaciologista, uma nadadora olímpica... enfim, as opções são infinitas. Mas será que alguma dessas outras vidas é realmente melhor do que a que ela já tem?
Tudo pode ser Roubado
A protagonista de Tudo pode ser roubado trabalha como garçonete em um conhecido restaurante na região da Avenida Paulista. É nas horas vagas que ela acumula boa parte das suas economias, aproveitando encontros fortuitos nas casas de homens e mulheres aleatórios para roubar roupas de grife e objetos de valor. Até que um desconhecido a aborda no restaurante lhe oferecendo uma bolada para roubar um livro. Não um livro qualquer: a primeira edição de O Guarani, de 1857, arrematada em leilão por um professor universitário que se recusa a vendê-la. A partir daí, a protagonista mergulhará cada vez mais em um estranho submundo que mistura um milionário excêntrico, drogas e sexo.